sexta-feira, 22 de abril de 2011

O Grito Espasmódico

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  A realidade sólida da matéria parece sempre ser um elemento de incerteza, o motor do pensamento é sempre inespecífico, pois o que mundo físico implica intersubjetivamente é sempre uma contingência da percepção. Os construtos sociais regidos, modulados e administrados ao longo dos tempos apresentam-se atolados, inundados, saturados de burocracias e edifícios mentais simbólicos, superfícies de rituais, éticas surdas do pós-panoptismo resultando nos egos digitais e um substancialismo iconográfico, doenças de  lógicas e magnificações difundidas numa metafísica das sensações.  Cybernética espetacular e profusões de dispositivos eletrônicos contaminando multiculturas nas religiões do consumo.

 A vida social colonizada pelo tempo morto tem si mesma como objeto de mortificação, guerra pura, capital imanente, globalização & entropia cultural, agenciando uma esfera pseudo-privada aonde a experiência da vida é quantificada produtos fomentados e oriundos duma dialética canibalista antropofática e econômica, onde o consumo falsifica a liberdade interrompendo o coito fluxo de gozo no vazio anil do céu. 

É esse o resultado de um mundo, que transforma o seu próprio tempo em valor monetário, sacrifica toda a natureza, em troca de um pouco de capital. Regulamentar a vida, contabilizando a produção material como potência e esquecendo o poder curativo da grandiosa alma-grupo, é ai que está à verdadeira falácia da modernidade.


                                                                                            Dispositivo Onírico;

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